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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Reposição Endovenosa de Fluídos


            O uso apropriado de reposição de volume endovenosa requer um diagnóstico médico apropriado. Não existe padronização nos protocolos de reposição hídrica, inclusive em relação ao tratamento de atletas que apresentaram colapso. É necessário realizar um diagnóstico médico preciso para que a reidratação seja realmente efetiva e necessária.
            Não houve melhora considerável da reposição EV em relação com a reidratação oral, além disso, a ingesta de líquidos podem resultar em diminuição da temperatura corporal, melhora de performance, diminuição da sede e diminuição da percepção do esforço no exercício imediatamente após.
            Pensando em uma melhora nos protocolos de reposição de fluídos foi elaborada as recomendações de reidratação endovenosa na Maratona do Corpo da Marinha dos Estados Unidos com a ajuda de diretores médicos de Maratonas e provas de Triatlon.  

  • 1.     Exame físico com desidratação que incluem mucosa seca, incapacidade de produzir saliva e diminuição do turgor da pele,
  • 2.     Sintomas persistentes de hipotensão e taquicardia apesar da posição supina com a cabeça abaixada por mais de 15 minutos,
  • 3.     Vômitos persistentes,
  • 4.     Câimbras generalizadas persistentes não responsivas ao alongamento e gelo por mais de 15 minutos,
  • 5.     Suporte e acesso a medicação para suspeita de hipertermia, hipoglicemia ou transferência pendente.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Hidratação


            A hidratação é um dos temas mais polêmicos dentro de nossa área. Embora aparentemente simples e inofensivas, as recomendações inadequadas quanto a hidratação podem levar desde queda de performance, desconforto gástrico até predispor a situações de grande risco para os atletas como Hipertermia e Hiponatremia Induzida.
            Em termos de performance esportiva reduções de 2% no volume parecem afetar o desempenho durante a prova.
            No entanto, valores de taxa de sudorese são muito variáveis entre indivíduos, devendo-se individualizar a reposição hídrica, conforme a necessidade de cada atleta. É importante verificar o peso sem vestimenta antes e após o exercício em treinos, levando-se em consideração a temperatura, a umidade, a intensidade do exercício e anotar essas condições climáticas.
            De maneira geral, recomenda-se sair de um estado de hidratação normal e realizar a reposição ao sentir sede, em pequenas porções. A reposição hídrica deve ser individualizada conforme a necessidade de cada atleta. Antigas recomendações como beber água mesmo sem sentir sede devem ser evitadas.  
            Após o evento esportivo recomenda-se que cada quilo de peso perdido deva ser reposto com 1,5 L de água, recomenda-se também ingerir alimentos contendo sal e frutas para a reposição de eletrólitos.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Doença Arterial Coronariana - Parte 2


            Grande parte dos estudos realizados até hoje sugerem que a atividade física reduz a incidência de doença coronariana aterosclerótica. No entanto, um estilo de vida atlético por si só não basta para o não desenvolvimento de aterosclerose coronariana.
            Um grande avanço no conhecimento das doenças coronarianas ateroscleróticas é que eventos agudos ocorrem mesmo em artérias sem estenose crítica prévia. Ruptura da placa aterosclerótica e erosão em segmentos de coronárias com lesões leves e moderadas podem levar a oclusão aguda e consequentemente a infarto agudo do miocárdio.
            Apesar do exercício físico ser um fator protetor em relação a doenças cardiovasculares a longo prazo, paradoxalmente, o estímulo causado pela atividade física pode causar a lesão da placa.
            No entanto, o diagnóstico de doença coronariana em atletas e prevenção de complicações relacionadas ao exercício é um desafio para a medicina. Isso ocorre, pois, grande parte dos indivíduos são assintomáticos antes de um evento agudo. São critérios diagnósticos:
  • 1.     história do infarto de miocárdio confirmado por critérios diagnósticos convencionais (padrão da dor e duração, ECG e enzimas cardíacas),
  • 2.     história sugestiva de angina, com evidência objetiva de isquemia induzida,
  • 3.     aterosclerose coronariana de qualquer grau demonstrada por estudos de imagem, como angiografia, ressonância magnética ou tomografia.

Pensando nisso, os atletas devem ser avaliados como a população geral em relação aos fatores de risco para aterosclerose como hipertensão, diabetes, dislipidemia, tabagismo, uso de drogas e história familiar de doença coronariana. É importante perguntar ao atleta sobre dor ou desconforto torácico, possíveis sintomas de isquemia e instruir a procurar serviço de emergência se esses sintomas aparecerem.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Doença Arterial Coronariana - Parte 1


            Ao contrário dos atletas mais jovens, a principal causa de morte súbita  em atletas com mais de 35 anos é a doença arterial coronariana (DAC), responsável por cerca de 80% dos casos.
            Boa parte desses atletas que apresentaram morte súbita eram homens e praticavam esportes vigorosos como maratona, corrida de fundo, além disso, apresentavam fatores de risco para doença coronariana como tabagismo, hipertensão, dislipidemia e diabetes ou diagnóstico prévio de DAC.
            Cerca de metade dos atletas apresentou sintomas prodrômicos antes do evento fatal e na necropsia, todos apresentavam doença severa (>75% de estenose) de uma ou mais artérias coronárias principais (descendente anterior esquerda, circunflexa ou a artéria coronária direita).



Imagens extraídas em 24/05/11 do site: http://www.healthline.com/

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Agentes Virais Causadores de Miocardite

Causas de Miocardite
Agentes Virais e Doenças
Adenovírus
Arbovírus
Coxsackie B
Citomegalovírus
Dengue
Ecovírus
Epstein Barr
Febre Amarela
Hepatite C
Herpes
HIV
Influenza
Parvovírus B19
Poliomielite
Rubéola
Varicela
Varíola

domingo, 22 de maio de 2011

Miocardite


            Miocardite é um processo inflamatório do miocárdio geralmente causados por vírus, dentre eles encontram-se: vírus da hepatite C, Influenza, Epstein Barr, adenovirus, enterovírus, entre outros. É uma causa incomum de morte súbita (< 5%).
            Os sintomas podem variar, sendo que a maioria dos pacientes permanece assintomático. Achados do exame clínico incluem taquicardia, B3 e ritmo em galope. Elevação da CKMB e troponina podem ser aumentados em uma minoria dos casos.
            A inflamação do miocárdio leva a disfunção contrátil e cria um substrato altamente arritmogênico expondo o paciente a risco aumentado de arritmia ventricular.
            O ECG pode mostrar mudanças inespecíficas do segmento ST-T, elevação de ST mimetizando IAM. A presença de ondas Q ou bloqueio de ramo são indicadores de pior prognóstico. Ecocardiograma transtorácico é importante para verificar função do ventrículo esquerdo e excluir outras causas de insuficiência cardíaca como valvulopatias, doenças congênitas ou amiloidose.
            Atletas diagnosticados com miocardite devem ser retirados do treinamento e repouso de 6 meses apos recuperação clínica antes de retornar ao esporte. 

sábado, 21 de maio de 2011

Origem Anômala de Artérias Coronarianas

            A Origem Anômala de Artérias Coronárias é causa frequente de morte súbita em atletas jovens e a causa isolada mais comum de morte súbita em atletas mulheres.
            Origem Anômala de Artérias Coronárias é uma patologia incomum. Estudos sugerem uma prevalência de 0,1 a 0,2% na população geral, estima-se que tenha a mesma prevalência nos atletas.
            É importante atentar aos sintomas como dor ou desconforto  torácico induzido pelo esforço ou síncope. O protocolo de investigação deve incluir ECG de repouso, holter para detecção de possíveis arritmias, ecocardiograma com doppler, pode-se realizar tomografia ou ressonância antes da indicação de angiografia.
            O diagnóstico correto e rápido é extremamente importante para prevenção de morte súbita, sendo possível realizar tratamento medicamentoso e observação, angioplastia coronariana com stent e reparo cirúrgico.             



Imagem extraída em 24/05/11 do site: http://drugster.info/ail/pathography/3112/